Ciclovia está abandonada maio 9, 2011
Posted by joaopaulonevescabral in Sem categoria.trackback
Moradores reclamam e a administração garante que obra será concluída
Por João Paulo Cabral
Moradores de Ceilândia estão inconformados com o abandono da ciclovia, que deveria ter sido concluída desde o ano passado. Além de não saberem o que será feito da obra, eles se preocupam com o acúmulo de água e lixo em alguns trechos, que podem virar abrigo do mosquito da dengue. A maior parte das vias está inacabada e, com a chuva e a falta de manutenção, o chão batido começa a abrir buracos, erosões e ficar escorregadio.
“É perigoso virar foco da dengue e juntar bichos”, reclama Terezio Ribeiro, dono de um salão de beleza localizado na Avenida Principal de Ceilândia Norte. “Muita gente passa aqui por perto e pode ser picada pelo mosquito”. Morador da QNM 10, Ricardo Lopes disse que já fez vários requerimentos pedindo que a administração fizesse alguma coisa. “Estou cansado de avisar.”
Quem usa a bicicleta como uma alternativa de transporte, reclama do estado da ciclovia. Os trechos que estão pavimentados começam a quebrar e ficar cobertos de barro. Não há nenhuma sinalização e quem percorre o trajeto tem que descer da bicicleta em alguns trechos para não correr o risco de se acidentar.
Sandro Ricardo Feitosa sempre usou a bicicleta como meio de transporte e reclama do abandono da obra. “Se a ciclovia fosse prioridade, poderia ajudar a desafogar o transito de veículos e ainda trazer segurança para nós”, diz ele. “No horário de pico, o trânsito fica uma loucura. A comunidade precisa dessa ciclovia”, afirma.
De acordo com a Administração Regional de Ceilândia, as obras foram retomadas nesse mês. É o que Mayke Matheus da Silva espera para voltar a usar a bicicleta. Ele, que fazia o percurso de casa até o colégio todos os dias com sua bike, prefere não se arriscar na pista com os buracos que aumentam a cada dia. “Toda vez que eu passo por aqui me machuco”, afirma. “É impossível andar na rua, não posso atrapalhar os pedestres na calçada e não tenho a ciclovia”, lamenta.
Recurso empenhado
A construção da ciclovia teve início em setembro, foi orçada em R$67 milhões e teria uma extensão de 30 quilômetros, passando pelas quatro regiões de Ceilândia. Na primeira etapa, foram pagos 40% do valor, aproximadamente R$3 milhões, para a construção em dois bairros. Segundo o administrador Ari de Almeida, as construtoras não executaram o serviço dentro do prazo e, com o final do governo, o contrato foi suspenso.
No entanto, o administrador informa que os R$3,7 milhões previstos para a segunda etapa e a construção das vias nos outros dois bairros já está com recurso empenhado. O projeto da ciclovia está incluso no pacote de obras que o governo anunciará em abril. O administrador da cidade acrescenta que os trechos da ciclovia ligarão as escolas e que a obra estará concluída até o final do semestre
Ele explica que havia falhas no planejamento da obra. “Existem caminhos que não levam a lugar algum e pontos cegos. A ciclovia acaba e você não consegue achar onde ela recomeça”, afirma.
Exercícios
Outro problema que incomoda os moradores de Ceilândia Norte desde o ano passa do, ainda não teve resposta das autoridades responsáveis. Eles reclamam que os equipamentos de musculação para a terceira idade, instalados em dezembro, na praça esportiva da QNM 10, não ficaram uma semana no lugar.
Segundo eles, a Novacap, que seria responsável por colocar o piso onde ficavam os equipamentos, não teria feito o serviço correto. De acordo com os moradores, quando chovia, o espaço destinado à ginástica dos idosos alagava e a lama acumulava no local, causando grande desconforto e impedindo qualquer atividade.
Ari de Almeida, no entanto, afirma esta não é uma prioridade no momento e que os equipamentos que estavam na QNM 10 serão remanejados para ficar entre as quadra 8 e 10 ou 2 e 4 do Setor O. “Naquele local há uma área verde próxima ao asfalto e sem policiamento. Não cumpre o papel de envolver a comunidade”.
O administrador afirma que estuda, atualmente, com a Novacap os lugares para implementar seis conjuntos de equipamentos para a comunidade. Porém disse que não há prazo para implementar o projeto.
Matéria publicada pelo Jornal de Brasília na sexta-feira, 25 de março de 2011

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