Natureza piora a situação maio 9, 2011
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(João Paulo Cabral) Joana ajuda a limpar e organizar livros no Centro de Ensino Fundamental 25: "Fui salva por um aluno"
Chuva derruba muros, alaga e leva lama para várias escolas de Ceilândia
Por João Paulo Cabral
A chuva que caiu ontem causou prejuízos em algumas escolas de Ceilândia. Derrubou muros no Centro de Ensino Médio 02 e nas Escolas Classe 55 e 31. Impediu que houvesse aula na Escola Classe 13, devido o lamaçal provocado pelo alagamento. E no Centro de Ensino Fundamental 25, a enxurrada atravessou literalmente o colégio, impossibilitando também, que houvesse aula.
No Centro de Ensino Fundamental 25, além dos muros, a água carregou a merenda estocada no depósito da cantina, e invadiu salas de aula, secretaria, diretoria e biblioteca. A secretaria de Educação espera reiniciar as aulas na segunda-feira.
Até o final da tarde de ontem, a equipe da escola calculava em média um prejuízo de 3 mil reais. Fogão, geladeira, freezer e toda a merenda. Já que o que tinha sido salvo, foi saqueado na noite do ocorrido.
A situação do colégio era lamentável. Como se não bastasse os destroços de muros, o cenário era de vários alimentos, mesas e cadeiras espalhados entre os corredores em meio ao barro
“Por volta das 16h, a água veio lá de cima, do pátio como uma avalanche no muro da escola e tomou corredores e as 24 salas de aula”, diz o diretor da escola, Jair Roberto da Silva. “Aconteceu tudo em um minuto, só depois que passa você imagina que podia ter morrido”.
“Tínhamos acabado de limpar a cantina que tinha sido dedetizada, quando o muro caiu e a água entrou”, conta Marinalva Souza, merendeira da escola. “A água começou a entrar e a professora mandou para nós subirmos nas mesas, depois a gente ouviu o muro cair”, afirma o aluno Ítalo Martins
Força-Tarefa
A situação era pior na biblioteca, que havia acabado de receber 5 mil novos livros para usar nos próximos três anos. Alguns livros estavam empilhados a salvo, e outros muitos, sendo removidos para a caçamba de um caminhão.
Joana D’arc Queiroz, responsável há 12 anos pelo local, conta que enquanto ajudava os alunos a saírem da sala, uma coluna de livros que tentava salvar caiu sobre a porta, trancando-a no local, com o nível da água na cintura. “Fui salva por um aluno que chutou a porta”, conta ela. “Saí por uma fresta e machuquei o seio”, acrescenta.

(João Paulo Cabral) A Escola Classe 31 ficou totalmente desprotegida. Situação parecida aconteceu na Escola Classe 55
A Secretaria de Educação e a Diretoria Regional de Ensino de Ceilândia trabalham juntas em uma força-tarefa com o SLU, Novacap e servidores de empresas terceirizadas para, até segunda feira, deixar o lugar pronto para o reinício das aulas.
A regional de ensino já contratou emrpesas para reconstruir os muros e ainda hoje começará a ser colocado os tapumes onde os muros cederam. As escolas também contarão com o apoio de segurança da PM.
Matéria publicada pelo Jornal de Brasília no Sábado, 12 de março de 2011
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