Espaço passa por reforma maio 10, 2011
Posted by joaopaulonevescabral in Sem categoria.trackback
Vinte detentos estão na equipe de trabalho. Área vai abrigar vários órgãos públicos
Por João Paulo Cabral
Cinqüenta pessoas integram a equipe que reforma a antiga Rodoferroviária. Entre eles, 20 são detentos em regime semi-aberto, 20 são da Novacap e dez terceirizados. Além da agencia reguladora de águas, energia e saneamento do distrito federal (Adasa), que já ocupa o local, o espaço irá abrigar todos os departamentos da secretaria de justiça do DF (Sejus), o DFTrans e a nova secretaria de pequenas e médias empresas, criada pela atual gestão. A obra está orçada em R$2,8 milhões e a conclusão prevista para o final de junho.
A área total possui cerca de 7,5 mil metros quadrados e foi emprestada para o GDF pela União, por dez anos. Uma das novidades do projeto é instalar no espaço uma cabine de rápido atendimento do Na Hora, onde os serviços serão prestados sem que o usuário precise descer do carro.

(João Paulo Cabral) Obra está orçada em R$2,8 milhões e conclusão deve ser no final de junho. Área foi emprestada ao GDF
A reforma e transferência dos imóveis da Sejus foram firmadas pela própria secretaria e a empresa de construção, por meio de licitação que ocorreu durante a gestão anterior.
Com a centralização dos serviços no antigo terminal interestadual, a Sejus pretende economizar com alugueis e atender melhor a comunidade, já que a nova localização é de fácil acesso e oferece amplo estacionamento. “O aluguel de um espaço do tamanho desses é em média R$800 mil. Em quatro meses o GDF pode recuperar esse valor”, diz o chefe da comissão permanente de disciplina da secretaria de justiça, Lamartine Medeiros.
Incentivo
Além de gerar economia para os cofres públicos e otimizar o atendimento, Medeiros diz que a iniciativa de ter mão de obra de detentos ainda promove a ressocialização do preso com a sociedade. “o trabalho é muito importante para eles. Desse jeito mostram que estão compensando a sociedade.”
Esse é o primeiro trabalho de M.A.S. depois de ter cumprido um terço da pena e ter entrado para o regime semi-abeato, há dez dias. O emprego tem sido precioso para ele, a mulher e os sete filhos. Além de receber um salário-mínimo, auxílio alimentação e vale-transporte, ele tem um dia da pena reduzido a cada três trabalhados. “é gratificante você acordar cedo e ter um emprego onde todos te tratam com igualdade e respeito”, afirma ele sobre a experiência, depois de nove anos. “Eles ficam incentivados e tem com o que ocupar a cabeça”, diz a mulher do detento, que foi visitá-lo durante o horário de almoço.
T.S.B. também se inspirou na família para tomar um novo rumo e se sente feliz em estar de volta à sociedade. “Hoje trabalho e não enfrento mais o preconceito de ser presidiário”, conta ele. “Quando sair daqui não deverei nada mais a ninguém”, finaliza.
Matéria publicada pelo Jornal de Brasília no Sábado, 12 de março de 2011
Comentários»
No comments yet — be the first.