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	<title>Hasta la Victória Siempre</title>
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	<description>outro blog de jornalismo universitario, bem vindo!!! sinta-se em minha casa</description>
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		<title>Segurança nos Parques de Diversão &#8211; Quem é o responsável?</title>
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		<pubDate>Tue, 10 May 2011 18:58:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaopaulonevescabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Por João Paulo Cabral Na teoria, para as Administrações Regionais concederem licença de funcionamento para parques de diversões eles precisam ter laudos técnicos de engenheiros elétrico e mecânico, registrados no conselho regional de engenharia, arquitetura e agronomia (Crea), e alvarás do Corpo de Bombeiros e da Defesa civil. ambos os documentos são concedidos por meio [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=joaocabral.wordpress.com&amp;blog=5196137&amp;post=275&amp;subd=joaocabral&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por João Paulo Cabral</p>
<p>Na teoria, para as Administrações Regionais concederem licença de funcionamento para parques de diversões eles precisam ter laudos técnicos de engenheiros elétrico e mecânico, registrados no conselho regional de engenharia, arquitetura e agronomia (Crea), e alvarás do Corpo de Bombeiros e da Defesa civil. ambos os documentos são concedidos por meio de vistoria de profissionais. Mas, nenhum deles tem o da Defesa Civil no Distrito Federal para funcionar.</p>
<p>Por não haver ainda norma técnica da Agência Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) que estabeleça critérios para fabricação dos brinquedos e nem órgão específico, Inmetro, por exemplo, que avalie e certifique se as normas estão sendo cumpridas, há dois anos o gerente de operações da Defesa Civil, Vicente Tomaz, não libera albará de funcionamento a nenhuma parque. “A rigor não era para nenhum desses parques estarem funcionando no DF”, diz ele. “Mas como cada Administração é responsável, elas que assumem o risco!”, desabafa.</p>
<p>Por outro lado, proprietários de parques reclamam que mesmo cumprindo todas as exigências do corpo  de bombeiros e apresentando laudos de vistorias feitas pro engenheiros, não conseguem o parecer da defesa civil que atesta sobre as condições das estruturas. Já os administradores que tomam  decisão final de permitir ou não qu os parques de diversões instalem os brinquedos, ficam divididos entre o lazer e a segurança.</p>
<p>“Fica difícil de a gente trabalhar”, diz o proprietário do parque que está na Estrutural, Marcio Caixeta. “Como podem nos cobrar algo que não existe?”, questiona. Segundo ele, a maioria dos parques itinerantes da região são negócios o de família e passados de geração em geração, e que recebem manutenção em oficinas especiais. Além disso, Marcio diz não entender porque a defesa civil não considera o laudo dos engenheiros. “sempre conseguimos laudo de engenheiros do Crea, alvará de bombeiro e nunca tivemos problemas com acidentes”, conta.</p>
<p>“Se eu não tenho normas de fabricação, certificado de uso, manual que me mostre se o produto está tendo manutenção e também gente que saiba operar aos equipamentos, como vou garantir numa inspeção visual que os equipamentos são seguros?, questiona Vicente Tomaz. “Não posso permitir que uma justificativa em prol do lazer ponha em risco a população”, emenda.</p>
<p>Em decorrência da falta de lei e critérios de segurança, Valcir Costa, chefe de gabinete da Administração Regional da Estrutural que chamou em janeiro último, um parque itinerante para passar um mês na cidade, teve que procurar a polícia militar para impedir que certos brinquedos funcionassem. Com a intenção de oferecer opções de lazer para a comunidade de sua cidade, combinou com o parque que apensar brinquedos rasteiros de médio e pequeno porte fossem montados.</p>
<div id="attachment_279" class="wp-caption alignleft" style="width: 470px"><a href="http://joaocabral.files.wordpress.com/2011/05/dsc_44991.jpg"><img class="size-full wp-image-279" title="DSC_4499" src="http://joaocabral.files.wordpress.com/2011/05/dsc_44991.jpg?w=460&#038;h=345" alt="" width="460" height="345" /></a><p class="wp-caption-text">(João Paulo Cabral) Funcionários desmontam a montanha russa que ficava na beira da área vazia e um estacionamento</p></div>
<p>Mas quando os caminhões chegaram com o equipamento, o espaço de 300m2 previsto na praça central não foi o bastante. Então foram transferidos para um terreno vazio localizado atrás da Administração, onde também foi montada roda gigante, montanha russa e mais outros dois brinquedos, todos nivelados sobre todos de madeira.</p>
<p>Os donos do parque disseram que os brinquedos maiores ficariam ali para chamar atenção da população e que não seriam ligados, mas não foi o que aconteceu. “De noite eu lá da minha casa dava pra ver a roda gigante funcionando a todo vapor”, recordou o chefe de gabinete. “No outro dia dei graças a Deus por nada ter acontecido”. De acordo com ele, o parque só começou a desmontar as estruturas depois das ameaças de interdição com o auxílio da Polícia Militar.</p>
<p>Edinelde Santana, moradora da Estrutural não gostou que o parque desmontasse os brinquedos. Segundo ela, a cidade não tem opções de lazer para oferecer aos seus habitantes e um parque de diversões é uma das poucas oportunidades que ela tem para brincar com as duas filhas. “Todo mundo achou ruim”, opinou na ocasião.</p>
<p>Apesar do não cumprimento do acordo, Valcir Costa combinou com o gerente do parque Cezar Dávila, para que ficasse no local por mais alguns dias depois do vencimento do tratado. A única condição imposta foi a de que os brinquedos de maior risco não fossem ligados. “ A administração está de braços abertos para quando o parque quiser voltar; só queremos que eles voltem com melhores situações de segurança e que não coloquem em risco a vida da comunidade”, disse ele.</p>
<div id="attachment_278" class="wp-caption alignleft" style="width: 470px"><a href="http://joaocabral.files.wordpress.com/2011/05/dsc_4592.jpg"><img class="size-full wp-image-278" title="DSC_4592" src="http://joaocabral.files.wordpress.com/2011/05/dsc_4592.jpg?w=460&#038;h=305" alt="" width="460" height="305" /></a><p class="wp-caption-text">(João Paulo Cabral) Edinelde Santana lamenta que a cidade não ofereça opções de lazer. Ela sempre brinca com as filhas quando os parques se instalam</p></div>
<p>O presidente da Associação das Empresas de Parques de Diversões do Brasil (Adibra), grupo formador pelos maiores parques de diversões do Brasil, Francisco Donatiello Neto informa que a norma sobre o tema já foi criada e a partir de 16 de março passará a integrar a ABNT. No entanto, depois de dois anos formulando regras com base em normas do exterior junto aos setores industriais, ele afirma que isso é só o começo; “Agora é preciso que o governo crie órgãos competentes e leis para regular o mercado”, diz ele.</p>
<p>É fato que a maioria dos acidentes ocorridos em parques de diversão e espetáculos musicais o motivo é quase sempre associado ao fator segurança. Há sete meses um acidente em um parque de diversões que também estava em na Estrutural, mudou radicalmente a vida de Weder Modesto. 27. Ele conta que estava bebendo desde cedo com amigos e depois foi brincar na barca do parque que estava na cidade. Mas ao invés de se sentar como todos os outros, Weder se arriscou em ficar em pé pelo lado externo do brinquedo que progressivamente atinge alturas maiores a cada movimento pendular. “Eu estava errado, mas ninguém me avisou para descer ou impediu que o brinquedo começasse a funcionar”, relatou.</p>
<p>Resultado: Weder caiu de lado sobre o trilho do brinquedo, que passou por cima de sua perna. Por sorte, conseguiram parar o brinquedo e freá-lo a tempo. “Nasci de novo”, lembra ele que foi salvo graças a um colega do curso de brigadista. Weber já passou por duas cirurgias e aguarda outra para colocar uma gaiola de pinos na perna.</p>
<div id="attachment_276" class="wp-caption alignleft" style="width: 470px"><a href="http://joaocabral.files.wordpress.com/2011/05/dsc_4931.jpg"><img class="size-full wp-image-276" title="DSC_4931" src="http://joaocabral.files.wordpress.com/2011/05/dsc_4931.jpg?w=460&#038;h=692" alt="" width="460" height="692" /></a><p class="wp-caption-text">(João Paulo Cabral) Weder mostra o estado que ficou a perna dele depois que a barca passou por cima. Sua Rotina se resume em ir para o hospital e voltar para a cama</p></div>
<p><em>Matéria publicada pela revista Plano Brasília de 15 de março de 2011, na sessão Jornalista Aprendiz</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/joaocabral.wordpress.com/275/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/joaocabral.wordpress.com/275/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/joaocabral.wordpress.com/275/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/joaocabral.wordpress.com/275/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/joaocabral.wordpress.com/275/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/joaocabral.wordpress.com/275/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/joaocabral.wordpress.com/275/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/joaocabral.wordpress.com/275/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/joaocabral.wordpress.com/275/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/joaocabral.wordpress.com/275/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/joaocabral.wordpress.com/275/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/joaocabral.wordpress.com/275/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/joaocabral.wordpress.com/275/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/joaocabral.wordpress.com/275/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=joaocabral.wordpress.com&amp;blog=5196137&amp;post=275&amp;subd=joaocabral&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Espaço passa por reforma</title>
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		<pubDate>Tue, 10 May 2011 17:45:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaopaulonevescabral</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vinte detentos estão na equipe de trabalho. Área vai abrigar vários órgãos públicos Por João Paulo Cabral Cinqüenta pessoas integram a equipe que reforma a antiga Rodoferroviária. Entre eles, 20 são detentos em regime semi-aberto, 20 são da Novacap e dez terceirizados. Além da agencia reguladora de águas, energia e saneamento do distrito federal (Adasa), [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=joaocabral.wordpress.com&amp;blog=5196137&amp;post=269&amp;subd=joaocabral&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vinte detentos estão na equipe de trabalho. Área vai abrigar vários órgãos públicos</p>
<p>Por João Paulo Cabral</p>
<p>Cinqüenta pessoas integram a equipe que reforma a antiga Rodoferroviária. Entre eles, 20 são detentos em regime semi-aberto, 20 são da Novacap e dez terceirizados. Além da agencia reguladora de águas, energia e saneamento do distrito federal (Adasa), que já ocupa o local, o espaço irá abrigar todos os departamentos da secretaria de justiça do DF (Sejus), o DFTrans e a nova secretaria de pequenas e médias empresas, criada pela atual gestão. A obra está orçada em R$2,8 milhões e a conclusão prevista para o final de junho.</p>
<p>A área total possui cerca de 7,5 mil metros quadrados e foi emprestada para o GDF pela União, por dez anos. Uma das novidades do projeto é instalar no espaço uma cabine de rápido atendimento do Na Hora, onde os serviços serão prestados sem que o usuário precise descer do carro.</p>
<div id="attachment_270" class="wp-caption alignleft" style="width: 470px"><a href="http://joaocabral.files.wordpress.com/2011/05/dsc_7166.jpg"><img class="size-full wp-image-270" title="DSC_7166" src="http://joaocabral.files.wordpress.com/2011/05/dsc_7166.jpg?w=460&#038;h=305" alt="" width="460" height="305" /></a><p class="wp-caption-text">(João Paulo Cabral) Obra está orçada em R$2,8 milhões e conclusão deve ser no final de junho. Área foi emprestada ao GDF</p></div>
<p>A reforma e transferência dos imóveis da Sejus foram firmadas pela própria secretaria e a empresa de construção, por meio de licitação que ocorreu durante a gestão anterior.</p>
<p>Com a centralização dos serviços no antigo terminal interestadual, a Sejus pretende economizar com alugueis e atender melhor a comunidade, já que a nova localização é de fácil acesso e oferece amplo estacionamento. “O aluguel de um espaço do tamanho desses é em média R$800 mil. Em quatro meses o GDF pode recuperar esse valor”, diz o chefe da comissão permanente de disciplina da secretaria de justiça, Lamartine Medeiros.</p>
<p>Incentivo</p>
<p>Além de gerar economia para os cofres públicos e otimizar o atendimento, Medeiros diz que a iniciativa de ter mão de obra de detentos ainda promove a ressocialização do preso com a sociedade. “o trabalho é muito importante para eles. Desse jeito mostram que estão compensando a sociedade.”</p>
<p>Esse é o primeiro trabalho de M.A.S. depois de ter cumprido um terço da pena e ter entrado para o regime semi-abeato, há dez dias. O emprego tem sido precioso para ele, a mulher e os sete filhos. Além de receber um salário-mínimo, auxílio alimentação e vale-transporte, ele tem um dia da pena reduzido a cada três trabalhados. “é gratificante você acordar cedo e ter um emprego onde todos te tratam com igualdade e respeito”, afirma ele sobre a experiência, depois de nove anos. “Eles ficam incentivados e tem com o que ocupar a cabeça”, diz a mulher do detento, que foi visitá-lo durante o horário de almoço.</p>
<p>T.S.B. também se inspirou na família para tomar um novo rumo e se sente feliz em estar de volta à sociedade. “Hoje trabalho e não enfrento mais o preconceito de ser presidiário”, conta ele. “Quando sair daqui não deverei nada mais a ninguém”, finaliza.</p>
<p><em>Matéria publicada pelo Jornal de Brasília no Sábado, 12 de março de 2011</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/joaocabral.wordpress.com/269/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/joaocabral.wordpress.com/269/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/joaocabral.wordpress.com/269/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/joaocabral.wordpress.com/269/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/joaocabral.wordpress.com/269/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/joaocabral.wordpress.com/269/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/joaocabral.wordpress.com/269/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/joaocabral.wordpress.com/269/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/joaocabral.wordpress.com/269/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/joaocabral.wordpress.com/269/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/joaocabral.wordpress.com/269/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/joaocabral.wordpress.com/269/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/joaocabral.wordpress.com/269/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/joaocabral.wordpress.com/269/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=joaocabral.wordpress.com&amp;blog=5196137&amp;post=269&amp;subd=joaocabral&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Um olhar especial</title>
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		<pubDate>Tue, 10 May 2011 04:35:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaopaulonevescabral</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Voluntários oferecem curso de fotografia para cegos e buscam apoios Por João Paulo Cabral Há oito meses o projeto Olhar Interior: fotografando com a alma alia capacidade técnica e inclusão social ao oferecer curso de fotografia para cegos. O trabalho é feito de forma voluntária pelo empresário e estudante de psicologia Sidraque Ribeiro e pelo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=joaocabral.wordpress.com&amp;blog=5196137&amp;post=255&amp;subd=joaocabral&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Voluntários oferecem curso de fotografia para cegos e buscam apoios</p>
<p>Por João Paulo Cabral</p>
<p>Há oito meses o projeto <em>Olhar Interior: fotografando com a alma</em> alia capacidade técnica e inclusão social ao oferecer curso de fotografia para cegos. O trabalho é feito de forma voluntária pelo empresário e estudante de psicologia Sidraque Ribeiro e pelo fotógrafo Edmar Gonçalves. Todas as manhãs de quarta feira eles se reúnem na Biblioteca Braille Dorina Nowill, em Taguatinga, para ensinar fundamentos básicos de fotografia e organizar saídas a campo, para que os deficientes experimentem vários ambientes. O grupo já possui cerca de 500 fotografias em arquivos e está em busca de parcerias para conseguir apoio expor os trabalhos.</p>
<div id="attachment_262" class="wp-caption alignleft" style="width: 470px"><a href="http://joaocabral.files.wordpress.com/2011/05/dsc_5082.jpg"><img class="size-full wp-image-262" title="DSC_5082" src="http://joaocabral.files.wordpress.com/2011/05/dsc_5082.jpg?w=460&#038;h=305" alt="" width="460" height="305" /></a><p class="wp-caption-text">(João Paulo Cabral) Professor Sidraque com parte dos seus alunos.</p></div>
<p>Todos os custos são pagos pelos professores. Desde o equipamento, emprestado pela escola de fotografia 4ª Eclipse da qual fazem parte, ao transporte para levar os alunos aos diversos ambientes e o material para impressão das fotos. Eles garantem que a recompensa vale todos os esforços. “É muito prazeroso ajudar ao próximo”. Por isso, Sidraque, que também tem o interesse de melhorar o equipamento e profissionalizar o curso, procura patrocínio para ajudá-lo com o objetivo.</p>
<p>O curso é composto de 24 encontros e três etapas. Na primeira, os alunos aprendem noções básicas de como operar uma máquina, mexer com foco, isso, diagrama e obturador. Eles também praticam exercícios para aperfeiçoar a noção de enquadramento, como equilibrar uma bolinha sobe a bandeja. Depois,m há um debate filosófico onde os alunos discutem mitos como o da caverna, de Platão, e conceitos de percepção e outros sentidos. Por último, saem a campo apara praticar o que aprenderam. “Vamos para o Teatro Nacional, pizzaria, área rural”, enumera Sidraque.</p>
<p>A idéia do projeto surgiu durante uma aula de psicologia, enquanto via o documentário <em>Janelas da Alma</em> de João Jardim e Walter Carvalho. Sidraque ficou inspirado com os comentários de artistas, intelectuais e pessoas comuns sobre a visão. Principalmente como o filme recorre à música, literatura e filosofia para explicar a subjetividade do sentido elementar para a fotografia. Pensando nisso ele se mobilizou.</p>
<p><strong>Reunidos</strong></p>
<p>Para o trabalho, chamou o amigo fotógrafo, que também desenvolve projetos sociais com crianças da Estrutural, e uma colega de sala, Neuma Pereira que perdeu a visão com um ano de idade. Enquanto os dois estudavam o método de ensino, Neuma, que sempre freqüentou a biblioteca, espalhava a novidade para os outros deficientes visuais. Ao final do ano, nove dos 13 alunos que integravam a primeira turma completaram o curso e estão ansioso para a volta das aulas.</p>
<p>Durante as aulas práticas os alunos usam os outros sentidos para se guiarem. Tocando objetos conseguem saber a distancia que precisam ficar para enquadrá-lo, da textura, do volume. Assim como distinguir e diferenciar objetos pelo aroma ou som. Sidraque explica que não há grandes diferenças em dar aulas para deficientes visuais e outras pessoas. Para ele o processo de aprendizado é o mesmo, pois cada um tem limitações e consegue superá-las gradualmente com a prática</p>
<p><strong>Superação de desafios</strong></p>
<p>Amigos não acreditaram quando Neuma Pereira falou que tinha se inscrito em um curso de fotografia. &#8220;Diziam &#8216;não sei como, nunca vi cego tirar foto&#8221;&#8216;, diz ela sobre o preconceito que sofreu na faculdade. &#8220;Hoje eu sei, e até me falam, que as fotos são boas&#8221;, se oegulha de ter superado mais uma liumitação. Assim como os outrso cegos, ela adora ouvir a descrição das fotos que tira. &#8220;Gosto da fotografia que trabalho minha criatividade&#8221;, diz ela. &#8220;Tem que ser bem verdadeiro e criticar quando for preciso&#8221;, emenda Sidraque.</p>
<p>Foi só o professor bater em alguns cantos da mesa e Valdeci Brandão mostrou que não precisa da visão para saber a direção onde o objeto está. A cada mudança de ponto, ela, que entrou um pouco depois do começo da turma, acompanhava precisamente com a câmera empenhada nas mãos. &#8220;Mais uma meta cumprida&#8221;, afirma Valdeci.</p>
<p>&#8220;O professor sempre avisa para nós tomarmos cuidado para não estourar, desfocar ou cortar a cabeça dos outros&#8221;, ri Noeme Rocha. &#8220;Falei para o professor que queria uma foto dele de perfil, do lado de uma árvore, com o céu azul no fundo, ele só virou e eu bati direitinho&#8221;, conta ela. &#8220;Para cegos não existem barreiras, você só precisa dar oportunidade à eles&#8221;, afirma o aluno Milton Peres.</p>
<div id="attachment_263" class="wp-caption alignleft" style="width: 470px"><a href="http://joaocabral.files.wordpress.com/2011/05/dsc_5216.jpg"><img class="size-full wp-image-263" title="DSC_5216" src="http://joaocabral.files.wordpress.com/2011/05/dsc_5216.jpg?w=460&#038;h=305" alt="" width="460" height="305" /></a><p class="wp-caption-text">(João Paulo Cabral) Neuma, Noeme e Milton mostram seus trabalhos</p></div>
<p><em>Matéria publicada pelo Jornal de Brasília no Sábado, 7 de março de 2011</em></p>
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		<title>&#8220;Hoje tenho dignidade&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 09 May 2011 20:11:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaopaulonevescabral</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ex-viciado conta sua história de luta e vitória. Ele produz vídeo sobre o assunto Por João Paulo Cabral Motivado por uma reportagem da série Brasília sem drogas do Jornal de Brasília, José Antônio Filho resolver contar a história dele de ex-viciado em drogas. Atualmente ele trabalha na produção de um vídeo com depoimentos de internos, ex-internos e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=joaocabral.wordpress.com&amp;blog=5196137&amp;post=248&amp;subd=joaocabral&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ex-viciado conta sua história de luta e vitória. Ele produz vídeo sobre o assunto</p>
<p>Por João Paulo Cabral</p>
<p>Motivado por uma reportagem da série <em>Brasília sem drogas</em> do Jornal de Brasília, José Antônio Filho resolver contar a história dele de ex-viciado em drogas. Atualmente ele trabalha na produção de um vídeo com depoimentos de internos, ex-internos e familiares daqueles que estão ou passaram pela Comunidade Terapêutica Dom Bosco, lugar onde se recuperou. O vídeo tem o objetivo de levar a mensagem de esperança de que o vício tem solução e tratamento. Além disso, sensibilizar autoridades para o problema social.</p>
<p>José Antônio, 51 anos, é aposentado e voluntário na casa de tratamento desde junho de 2006, quando após completar o tratamento, passou a integrar a equipe dos outros voluntários, na missão de resgatar vidas que precisam de ajuda para saírem do pesadelo das drogas.</p>
<p>Os nove meses que passou na Comunidade Terapêutica foram um divisor de águas na vida desse homem que, por causa das drogas, perdeu família, tentou suicídio duas vezes, passou sete anos preso e quase perdeu a vida em várias brigas. “Hoje tenho dignidade”, afirma. “Posso conseguir o que eu quiser, só preciso ser verdadeiro”.</p>
<div id="attachment_249" class="wp-caption alignleft" style="width: 470px"><a href="http://joaocabral.files.wordpress.com/2011/05/dsc_50281.jpg"><img class="size-full wp-image-249" title="DSC_5028" src="http://joaocabral.files.wordpress.com/2011/05/dsc_50281.jpg?w=460&#038;h=305" alt="" width="460" height="305" /></a><p class="wp-caption-text">(João Paulo Cabral) Após ler matérias do JBr, da séria sobre as drogas, José resolveu relatar sua história de superação</p></div>
<p>José é o caçula de seis filhos e viveu a infância na antiga Vila do EPI (atual Ceilândia) até se mudar para Natal (RN), aos 14 anos, para morar com uma tia. Segundo ele, na época a região de Ceilândia era muito violenta e a juventude, de forma geral, marginalizada e alvo de preconceito. Boa parte dos amigos já havia se envolvido com drogas e gangues. E para não ter o mesmo destino dos colegas e se livrar da autoridade da mãe, da qual tinha vergonha por ser alcoólatra, resolveu se mudar. “Achava muito feio mulher beber e não gostava d ser mandado”, diz ele que largou o Ensino Fundamental na 4ª série. “Queria independência”.</p>
<p>Quando chegou a Natal, José queria usar boas roupas, ir a festas, sair com amigos e namorar, como todo jovem. Para isso trabalhava vendendo picolé, engraxando sapatos e ajudanto turistas. Mesmo assim, praticava pequenos furtos. E foi tentando se socializar que, aos 17 anos, descobriu no álcool um alívio para a timidez. “Tomava duas doses de alguma bebida quente e perdia toda a vergonha”, conta ele. “Consegui namoro, arrumar emprego e muitos contatos”. Aos 21 conheceu a maconha, a tia não agüentava mais a situação e o mandou de volta para Brasília, para que ele mudasse de vida.</p>
<p><strong>Retorno para Ceilândia</strong></p>
<p>Ao voltar para a casa da mãe, o jovem, que tinha o apelido de “brinquedinho do cão” por causa da rebeldia, ficou sabendo que somente poucos amigos de infância estavam vivos. Tinha perdido a vergonha da mãe e os dois bebiam juntos. Dormia o dia inteiro e à noite trabalhava em uma padaria para gastar todo o salário com álcool e maconha, que segundo ele, não ficava sem o “tranqüilizante natural” dele. “A rotina era sempre essa, quando não tinha dinheiro roubava para comprar maconha”, diz. José não ficou um ano e a mãe o mandou para Belo Horizonte, para morar com outros parentes.</p>
<p>Lá, já com 24 anos, o rapaz se casou e teve duas filhas. José trabalhava e ajudava nas despesas de casa. Mas depois trocou a família pelas drogas e também por jogos de azar. Depois de 15 anos, o casamento estava desgastado de mais e a mulher pediu a separação. Foi a primeira vez que José pensou em se matar. “Não aceitava que ela tirasse as crianças de mim, ia me matar enforcado, mas ela chegou na hora e conversou comigo”.</p>
<p>Dali em diante nada dava certo na vida de José, que faliu um bar que a mãe havia dado a ele para trabalhar. Ao mesmo tempo, a cada desilusão que tinha, se aprofundava mais e mais no álcool, na maconha e tomava chá de bela-dona com a intenção de se matar. Pensou novamente em suicídio e ia tomar veneno, mas no meio do caminho ficou bêbado e esqueceu. Então voltou novamente para a mãe, e para Ceilândia, em 2003, onde se envolveu pesado com o crack. “Minha mãe botava tranco no quarto dela para eu não vender as coisas dela, sempre saia para comprar ou pagar algo para ela e fazia pelas metades para eu poder usar droga”.</p>
<p><strong>O momento de virar o jogo</strong></p>
<p>A vida de José Antônio chegou ao fundo do poço quando não tinha mais dinheiro, ninguém mais o aceitava, não conseguia trabalhar, não comia direito e para sustentar o vício recorria às bebidas mais baratas e fortes possíveis. Então começou a desmaiar, não conseguia andar e ter convulsões. “Minha mãe me dizia ‘meu filho, por que você não morre para dar sossego a você mesmo? ’”, se emociona. Enquanto isso, o patrão da obra onde ele conseguiu fazer bico, Rair Carlos, que também faz parte dos alcoólicos anônimos esperava para ajudar José. “Não adianta você oferecer ajuda a um alcoólatra ou dependente químico para largar o vício”, diz ele. “Ele só larga se aceitar que precisa de ajuda”.</p>
<p>Então José procurou a Paróquia São Camilo de Lellis, onde foi encaminhado para começar o tratamento na Comunidade Terapêutica Dom Bosco. Os três primeiros meses de internação foram os piores meses da vida de José, que sofria com a abstinência dos vícios e não via a hora de sair. Mas foi um desafio que fez o ex-viciado rebelde seguir firma até o fim. “Um conselheiro falou que se dos 35 da turma, dois saíssem recuperados ele tava satisfeito”. José decidiu ser um dos dois.</p>
<p>Hoje, depois de se livrar das drogas, tem uma nova vida e mora com uma nova família há três anos. Ele lembra que a luta não é fácil. “O maior desafio é reaprender a viver um dia de cada vez”. No entanto, para José, é o testemunho de superação que motiva os dependentes químicos a seguirem fortes. “Sempre que temos dificuldades ligamos um para o outro para receber conselho e força para não cair”, conta ele que já apadrinhou 12 dependentes.</p>
<p><em>Matéria publicada pelo Jornal de Brasília na quinta-feira, 10 de março de 2011</em></p>
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		<title>Ciclovia está abandonada</title>
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		<pubDate>Mon, 09 May 2011 19:03:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaopaulonevescabral</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Moradores reclamam e a administração garante que obra será concluída Por João Paulo Cabral Moradores de Ceilândia estão inconformados com o abandono da ciclovia, que deveria ter sido concluída desde o ano passado. Além de não saberem o que será feito da obra, eles se preocupam com o acúmulo de água e lixo em alguns [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=joaocabral.wordpress.com&amp;blog=5196137&amp;post=239&amp;subd=joaocabral&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_241" class="wp-caption alignleft" style="width: 424px"><a href="http://joaocabral.files.wordpress.com/2011/05/dsc_9559.jpg"><img class="size-full wp-image-241" title="DSC_9559" src="http://joaocabral.files.wordpress.com/2011/05/dsc_9559.jpg?w=460" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">(João Paulo Cabral) Área destinada às bicicletas está cheia de buracos e lama</p></div>
<p>Moradores reclamam e a administração garante que obra será concluída</p>
<p>Por João Paulo Cabral</p>
<p>Moradores de Ceilândia estão inconformados com o abandono da ciclovia, que deveria ter sido concluída desde o ano passado. Além de não saberem o que será feito da obra, eles se preocupam com o acúmulo de água e lixo em alguns trechos, que podem virar abrigo do mosquito da dengue. A maior parte das vias está inacabada e, com a chuva e a falta de manutenção, o chão batido começa a abrir buracos, erosões e ficar escorregadio.</p>
<p>“É perigoso virar foco da dengue e juntar bichos”, reclama Terezio Ribeiro, dono de um salão de beleza localizado na Avenida Principal de Ceilândia Norte. “Muita gente passa aqui por perto e pode ser picada pelo mosquito”. Morador da QNM 10, Ricardo Lopes disse que já fez vários requerimentos pedindo que a administração fizesse alguma coisa. “Estou cansado de avisar.”</p>
<p>Quem usa a bicicleta como uma alternativa de transporte, reclama do estado da ciclovia. Os trechos que estão pavimentados começam a quebrar e ficar cobertos de barro. Não há nenhuma sinalização e quem percorre o trajeto tem que descer da bicicleta em alguns trechos para não correr o risco de se acidentar.</p>
<p>Sandro Ricardo Feitosa sempre usou a bicicleta como meio de transporte e reclama do abandono da obra. “Se a ciclovia fosse prioridade, poderia ajudar a desafogar o transito de veículos e ainda trazer segurança para nós”, diz ele. “No horário de pico, o trânsito fica uma loucura. A comunidade precisa dessa ciclovia”, afirma.</p>
<p>De acordo com a Administração Regional de Ceilândia, as obras foram retomadas nesse mês. É o que Mayke Matheus da Silva espera para voltar a usar a bicicleta. Ele, que fazia o percurso de casa até o colégio todos os dias com sua bike, prefere não se arriscar na pista com os buracos que aumentam a cada dia. “Toda vez que eu passo por aqui me machuco”, afirma. “É impossível andar na rua, não posso atrapalhar os pedestres na calçada e não tenho a ciclovia”, lamenta.</p>
<p><strong>Recurso empenhado</strong></p>
<p>A construção da ciclovia teve início em setembro, foi orçada em R$67 milhões e teria uma extensão de 30 quilômetros, passando pelas quatro regiões de Ceilândia. Na primeira etapa, foram pagos 40% do valor, aproximadamente R$3 milhões, para a construção em dois bairros. Segundo o administrador Ari de Almeida, as construtoras não executaram o serviço dentro do prazo e, com o final do governo, o contrato foi suspenso.</p>
<p>No entanto, o administrador informa que os R$3,7 milhões previstos para a segunda etapa e a construção das vias nos outros dois bairros já está com recurso empenhado. O projeto da ciclovia está incluso no pacote de obras que o governo anunciará em abril. O administrador da cidade acrescenta que os trechos da ciclovia ligarão as escolas e que a obra estará concluída até o final do semestre</p>
<p>Ele explica que havia falhas no planejamento da obra. “Existem caminhos que não levam a lugar algum e pontos cegos. A ciclovia acaba e você não consegue achar onde ela recomeça”, afirma.</p>
<p><strong>Exercícios</strong></p>
<p>Outro problema que incomoda os moradores de Ceilândia Norte desde o ano passa do, ainda não teve resposta das autoridades responsáveis. Eles reclamam que os equipamentos de musculação para a terceira idade, instalados em dezembro, na praça esportiva da QNM 10, não ficaram uma semana no lugar.</p>
<p>Segundo eles, a Novacap, que seria responsável por colocar o piso onde ficavam os equipamentos, não teria feito o serviço correto. De acordo com os moradores, quando chovia, o espaço destinado à ginástica dos idosos alagava e a lama acumulava no local, causando grande desconforto e impedindo qualquer atividade.</p>
<p>Ari de Almeida, no entanto, afirma esta não é uma prioridade no momento e que os equipamentos que estavam na QNM 10 serão remanejados para ficar entre as quadra 8 e 10 ou 2 e 4 do Setor O. “Naquele local há uma área verde próxima ao asfalto e sem policiamento. Não cumpre o papel de envolver a comunidade”.</p>
<p>O administrador afirma que estuda, atualmente, com a Novacap os lugares para implementar seis conjuntos de equipamentos para a comunidade. Porém disse que não há prazo para implementar o projeto.</p>
<p><em>Matéria publicada pelo Jornal de Brasília na sexta-feira, 25 de março de 2011</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/joaocabral.wordpress.com/239/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/joaocabral.wordpress.com/239/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/joaocabral.wordpress.com/239/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/joaocabral.wordpress.com/239/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/joaocabral.wordpress.com/239/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/joaocabral.wordpress.com/239/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/joaocabral.wordpress.com/239/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/joaocabral.wordpress.com/239/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/joaocabral.wordpress.com/239/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/joaocabral.wordpress.com/239/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/joaocabral.wordpress.com/239/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/joaocabral.wordpress.com/239/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/joaocabral.wordpress.com/239/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/joaocabral.wordpress.com/239/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=joaocabral.wordpress.com&amp;blog=5196137&amp;post=239&amp;subd=joaocabral&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>TJDF proíbe taxas</title>
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		<pubDate>Mon, 09 May 2011 17:52:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaopaulonevescabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Liminar suspende cobranças extras e beneficia 28 mil lojistas Por João Paulo Cabral A taxa cobrada pela Fácil Brasília Transporte Integrado, de 2,57% sobre a venda de vale-transporte pela internet às empresas ligadas ao Sindicato do Comércio Varejista do DF (Sindivarejista) foi suspensa. A decisão foi publicada ontem, pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=joaocabral.wordpress.com&amp;blog=5196137&amp;post=236&amp;subd=joaocabral&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Liminar suspende cobranças extras e beneficia 28 mil lojistas</p>
<p>Por João Paulo Cabral</p>
<p>A taxa cobrada pela Fácil Brasília Transporte Integrado, de 2,57% sobre a venda de vale-transporte pela internet às empresas ligadas ao Sindicato do Comércio Varejista do DF (Sindivarejista) foi suspensa. A decisão foi publicada ontem, pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). Segundo os números do sindicvato, a medida beneficia cerca de 28 mil lojas de rua e de shoppings que compram vales para os empregados.</p>
<p>A decisão saiu dia 4 de março e entre os argumentos a juíza da 17ª Vara Cível do Tribunal, Luciana Yuki Fugishita Sorrentino, defende que a empresa não poderia cobrar qualquer quantia extra por conta própria, sem a autorização do órgão público responsável pelo serviço.</p>
<p>Além disso, ela cita o período em que a Secretaria de Transportes do GDF se manifestou contra a tarifa – em 209 – e inclusive, sobre a ilegalidade da cobrança. A suspensão da taxa vale até o julgamento definitivo da questão. Não há previsão para que ele ocorra e a juíza ainda vai ouvir o que a Fácil tem a dizer sobre o assunto.</p>
<p>“ O serviço coletivo de transportes de passageiros é concedido pelo poder público e , como tal, a cobrança de qualquer taxam a título que for, deverá ser previamente autorizada pelo órgão competente, no caso a Secretaria de Estado de Transportes”, comenta a juíza em um trecho da decisão.</p>
<p>A Fácil não informou se vai recorrer da decisão. A empresa justificou que ainda não foi notificada da decisão e não se pronunciará ou deixará de cobrar a tarifa até ser comunicada oficialmente.</p>
<p>Segundo o departamento jurídico do DFTrans, só este ano a empresa já foi notificada duas vezes sobre a cobrança indevida nas vendas das passagesn. Agora, a entidade estuda a abertura de uma comissão para apurar a e puni-la por descumprir ordens da Secretaria de Transportes.</p>
<p><strong>Vantagem</strong></p>
<p>Para o presidente do Sindivarejista, Antônio Augusto de Moraes, a medida veio para desonerar um pouco mais o setor produtivo, principalmente para as empresas com grande quantidade de funcionários. “É mais uma conquista em benefício de nossa categoria”.</p>
<p>Uma dessas 28 mil lojas que fazem parte do Sindivarejista, a Rival calçados, localizada no Conjunto Nacional, precisa, por exemplo, manter em dia os créditos dos cartões de vale-transportes de cerca de 17 funcionários.</p>
<p>Sérgio Rodrigues, responsável pela compra dos passes para os funcionários e pelo crediário da loja em Brasília, desembolsa R$45,56 todo mês somente com a taxa de repasse cobrada pela empresa de bilhetagem eletrônica.</p>
<p>Ele conta que fez por conta própria uma pesquisa pelo shopping onde trabalha, e percebeu que a maioria das lojas prefere pagar os funcionários com dinheiro ao invés de pagar impostos e tarifas para fornecer o cartão de vale-transporte. “Isso sim é muito mais fácil”, diz ele.</p>
<p>“Equivocadamente, pensei que isso fosse uma recomendação dos sindicatos”, diz o analista de crédito, que agora, com a taxa suspensa, deixará a opção para os funcionários decidirem. “Aquele que quiser receber no cartão para economizar bem, se não, priorizaremos pelo pagamento em dinheiro”.</p>
<p><em>Matéria publicada pelo Jornal de Brasília na quarta-feira, 16 de março de 2011</em></p>
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		<title>Natureza piora a situação</title>
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		<pubDate>Mon, 09 May 2011 16:51:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaopaulonevescabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Chuva derruba muros, alaga e leva lama para várias escolas de Ceilândia Por João Paulo Cabral A chuva que caiu ontem causou prejuízos em algumas escolas de Ceilândia. Derrubou muros no Centro de Ensino Médio 02 e nas Escolas Classe 55 e 31. Impediu que houvesse aula na Escola Classe 13, devido o lamaçal provocado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=joaocabral.wordpress.com&amp;blog=5196137&amp;post=224&amp;subd=joaocabral&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_228" class="wp-caption alignleft" style="width: 470px"><a href="http://joaocabral.files.wordpress.com/2011/05/dsc_36021.jpg"><img class="size-full wp-image-228" title="DSC_3602" src="http://joaocabral.files.wordpress.com/2011/05/dsc_36021.jpg?w=460&#038;h=305" alt="" width="460" height="305" /></a><p class="wp-caption-text">(João Paulo Cabral) Joana ajuda a limpar e organizar livros no Centro de Ensino Fundamental 25: &quot;Fui salva por um aluno&quot;</p></div>
<p>Chuva derruba muros, alaga e leva lama para várias escolas de Ceilândia</p>
<p>Por João Paulo Cabral</p>
<p>A chuva que caiu ontem causou prejuízos em algumas escolas de Ceilândia. Derrubou muros no Centro de Ensino Médio 02 e nas Escolas Classe 55 e 31. Impediu que houvesse aula na Escola Classe 13, devido o lamaçal provocado pelo alagamento. E no Centro de Ensino Fundamental 25, a enxurrada atravessou literalmente o colégio, impossibilitando também, que houvesse aula.</p>
<p>No Centro de Ensino Fundamental 25, além dos muros, a água carregou a merenda estocada no depósito da cantina, e invadiu salas de aula, secretaria, diretoria e biblioteca. A secretaria de Educação espera reiniciar as aulas na segunda-feira.</p>
<p>Até o final da tarde de ontem, a equipe da escola calculava em média um prejuízo de 3 mil reais. Fogão, geladeira, freezer e toda a merenda. Já que o que tinha sido salvo, foi saqueado na noite do ocorrido.</p>
<p>A situação do colégio era lamentável. Como se não bastasse os destroços de muros, o cenário era de vários alimentos, mesas e cadeiras espalhados entre os corredores em meio ao barro</p>
<p>“Por volta das 16h, a água veio lá de cima, do pátio como uma avalanche no muro da escola e tomou corredores e as 24 salas de aula”, diz o diretor da escola, Jair Roberto da Silva. “Aconteceu tudo em um minuto, só depois que passa você imagina que podia ter morrido”.</p>
<p>“Tínhamos acabado de limpar a cantina que tinha sido dedetizada, quando o muro caiu e a água entrou”, conta Marinalva Souza, merendeira da escola. “A água começou a entrar e a professora mandou para nós subirmos nas mesas, depois a gente ouviu o muro cair”, afirma o aluno Ítalo Martins</p>
<p><strong>Força-Tarefa</strong></p>
<p>A situação era pior na biblioteca, que havia acabado de receber 5 mil novos livros para usar nos próximos três anos. Alguns livros estavam empilhados a salvo, e outros muitos, sendo removidos para a caçamba de um caminhão.</p>
<p>Joana D’arc Queiroz, responsável há 12 anos pelo local, conta que enquanto ajudava os alunos a saírem da sala, uma coluna de livros que tentava salvar caiu sobre a porta, trancando-a no local, com o nível da água na cintura. “Fui salva por um aluno que chutou a porta”, conta ela. “Saí por uma fresta e machuquei o seio”, acrescenta.</p>
<div id="attachment_230" class="wp-caption alignleft" style="width: 470px"><a href="http://joaocabral.files.wordpress.com/2011/05/dsc_37001.jpg"><img class="size-full wp-image-230" title="DSC_3700" src="http://joaocabral.files.wordpress.com/2011/05/dsc_37001.jpg?w=460&#038;h=305" alt="" width="460" height="305" /></a><p class="wp-caption-text">(João Paulo Cabral) A Escola Classe 31 ficou totalmente desprotegida. Situação parecida aconteceu na Escola Classe 55</p></div>
<p>A Secretaria de Educação e a Diretoria Regional de Ensino de Ceilândia trabalham juntas em uma força-tarefa com o SLU, Novacap e servidores de empresas terceirizadas para, até segunda feira, deixar o lugar pronto para o reinício das aulas.</p>
<p>A regional de ensino já contratou emrpesas para reconstruir os muros e ainda hoje começará a ser colocado os tapumes onde os muros cederam. As escolas também contarão com o apoio de segurança da PM.</p>
<p><em>Matéria publicada pelo Jornal de Brasília no Sábado, 12 de março de 2011</em></p>
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		<title>Paixão pelo uniforme</title>
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		<pubDate>Mon, 09 May 2011 16:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaopaulonevescabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[O 7° Batalhão da PM agora é liderado por uma mulher que já treinou no Bope Por João Paulo Cabral Os 200 policiuais militares do 7° Batalhão de Polícia Militar do DF responsáveis pela segurança das respectivas cidades, serão comandados por uma mulher a partir de agora. É uma tenente-coronel de 38 anos, que trabalha [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=joaocabral.wordpress.com&amp;blog=5196137&amp;post=220&amp;subd=joaocabral&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O 7° Batalhão da PM agora é liderado por uma mulher que já treinou no Bope</p>
<p>Por João Paulo Cabral</p>
<p>Os 200 policiuais militares do 7° Batalhão de Polícia Militar do DF responsáveis pela segurança das respectivas cidades, serão comandados por uma mulher a partir de agora. É uma tenente-coronel de 38 anos, que trabalha na Polícia Militar há 19 anos.</p>
<p>“Espero representar bem as mulheres”, afirma Cynthiane Maria Santos Paiva. “Sou policial de paixão e visto a camisa mesmo!”, orgulha-se. Ela diz que a gestão do comandante anterior deu certo e, por isso, dará continuidade aos projetos elaborados para os próximos anos.</p>
<p>“Sentei aqui hoje, não convém mudar o que está dando certo”, diz ela, que já ouviu as demandas da comunidade e no primeiro dia de trabalho, ontem, realizou uma operação nas cidades em que comandará o policiamento, como Cruzeiro, Octogonal e Sudoeste. “À medida que eu for me ajustando, o batalhão ficará com minha cara”, planeja.</p>
<p>E se o batalhão herdar as características de sua comandante, será duro com bandidos e exemplar em auxiliar socialmente. Cynthiane foi a primeira militar do DF a viajar em uma missão de paz pela Organização das Nações Unidas (ONU). No caso, para Timor Leste.</p>
<p>Além disso, carrega com orgulho na farda o distintivo de caveira, o “mais difícil” que conquistou com muito esforço no curso da Companhia de Operações Especiais do Batalhão de Operações Especiais da PM (Bope).</p>
<p><strong>Toque da Alvorada</strong></p>
<p>Filha de militar, Cynthiane entrou com apenas 18 anos na Academia de Polícia. Morou em várias vilas militares viajando com seu pai à serviço das Foprças Armadas e, apesar de não ter tido uma educação doutrinada pelo pai, cresceu ouvindo o toque da alvorada e cantando cantigas militares.</p>
<p>Quando escolheu abandonar a faculdade de processamento de dados para prestar concurso para a Polícia Militar recebeu o maior apoio dos pais. Mas não dos amighpos. “Todas as amigas da faculdade acharam um horror eu trocar a faculdade por uma carreira militar”, afirma ela. “Hoje várias amigas são donas de casa”, relembra.</p>
<p>Apesar de nunca ter enfrentado preconceitos – é ela quem afirma – a parte mais difícil de se adaptar àquele mundo predominantemente masculino foi se enquadrar nas rotinas e condutas do batalhão. O que também não demorou a superar. “Adoro atividades físicas, inclusive esse ano vou correr na maratona de Berlim!”, se empolga.</p>
<p>Durante os tempos de academia conheceu o marido com o qual teve um filho e se formou com destaque entre a equipe. E entre ela, outras duas mulheres “Fui a 02, e a 01 e a 04 também foram mulheres”, recorda. Então, depois de completar vários cursos, apostou alto e foi se especializar no Bope.</p>
<p><strong>Tropa de Elite</strong></p>
<p>Os policiais amigos não acreditaram quando ela disse que iria se especializar no Bope. “É realmente igualzinho ao treinamento do Tropa de Elite, com a diferença que no DF não tem morro”, descreve ela. “Aí eu senti que foi difícil. Tudo que eles faziam eu fazia em dobro para mostrar para que eu estava lá”, diz.</p>
<p>Os quatro meses de treinamento intenso não foi fácil e várias vezes, pensou em pedir para sair. “Às vezes eu pensava ‘meu filho de três anos está lá fora, não agüento mais, quero ir embora”, conta. Mas, nas que mais precisou, encontrou o apoio dos companheiros na mesma situação.</p>
<p>“Quando eu falava que ia sair, os outros meninos falavam ‘ se você for eu também vou’”, relembra. “Carreguei os 21 nas minhas costas”, ri. “Ali você vive realmente no limite, perde vaidade e fica pronta para o que der e vier”, conta.</p>
<p>Depois de se formar no curso, Cynthiane foi convidada para fazer parte do Bope, onde ficou de 1999 a 2002, ano no qual saiu para integrar a equipe da ONU em uma missão de paz internacional no Timor Leste.</p>
<p>Foi uma nova superação, com saudade do filho e do Brasil. Hoje orgulha-se de ter participado de ações militares e sociais e testemunhado a transição política daquele país. “Lembro-me como se fosse hoje o dia 20 de maio de 2009. Depois de tanto sofrimento e humilhação aquele povo estava aliviado dos regimes anteriores”, recorda-se.</p>
<p><em>Matéria publicada pelo J0rnal de Brasília no sábado, 19 de fevereiro de 2011</em></p>
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	</item>
		<item>
		<title>À espera de justiça</title>
		<link>http://joaocabral.wordpress.com/2011/05/09/a-espera-de-justica/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 May 2011 14:31:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaopaulonevescabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Baleado por um PM, menino depende de ajuda para viver Por João Paulo Cabral &#8220;A gente tem que se apegar a Deus, porque se você for esperar por justiça, morre esperando&#8221;, diz indignado, o pai de um menino, de 13 anos, que há cinco meses recebeu a notícia de que seu filho não andaria nunca [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=joaocabral.wordpress.com&amp;blog=5196137&amp;post=208&amp;subd=joaocabral&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Baleado por um PM, menino depende de ajuda para viver</p>
<p>Por João Paulo Cabral</p>
<p>&#8220;A gente tem que se apegar a Deus, porque se você for esperar por justiça, morre esperando&#8221;, diz indignado, o pai de um menino, de 13 anos, que há cinco meses recebeu a notícia de que seu filho não andaria nunca mais. O fato ocorreu em 87 de agosto do ano passado, durante uma abordagem policial na Fercal, em Sobradinho II. D. estava brincando com outros meninos, perto da casa de um amigo, quando uma viatura policial os abordou, e o policial militar Vander Martins disparou, supostamente, de forma acidental.</p>
<p>O garoto ficou dois meses internado e mais um fazendo fisioterapia no Hospital Sarah Kubitschek, até os médicos avisarem à família que ele havia ficado paraplégico e que não poderia retirar a bala de sua coluna, pois ele correria o risco de perder o movimento dos braços também. O soldado da PM, autor do disparo, foi indiciado, na última quinta-feira, por lesão corporal culposa pelo delegado Wellerson Vasconcelos, da 35ª Delegacia de Polícia, de Sobradinho II</p>
<p><strong>Rotina</strong></p>
<p>Depois do ocorrido, a rotina do menino e de sua mãe nunca mais foi a mesma. Agora, D. depende de remédios caros, usa a sonda cinco vezes ao dia para fazer suas necessidades, parou de estudar, n~/ao brinca mais no quintal de casa e teve que se acostumar com fgraldas descartáveis. Como se não bastasse, ele sofre constantemente com forttes dores de cabeça, nos rins, na bexiga e nas costas.</p>
<div id="attachment_209" class="wp-caption alignleft" style="width: 470px"><a href="http://joaocabral.files.wordpress.com/2011/05/dsc_3083.jpg"><img class="size-full wp-image-209" title="DSC_3083" src="http://joaocabral.files.wordpress.com/2011/05/dsc_3083.jpg?w=460&#038;h=305" alt="" width="460" height="305" /></a><p class="wp-caption-text">(João Paulo Cabral) D. ainda vive com a bala na coluna e não poderá ser operado. Ele que já não anda, pode perder o movimento dos braços</p></div>
<p>&#8220;Não sinto mais vontade de ir ao banheiro, minhas costas doem, tenho que beber água de galão, porque se eu beber água normal meus rins doem. Quando não tem remédio para tomar, minha barriga dói muito.&#8221; A rotina do menino se resume a ele e à mãe, que é quem o ajuda em tempo integral. De acordo com a mãe e dona de casa A., a renda da casa &#8211; pensão dada pelo pai e ajudas da avó e tias &#8211; raramente dá para comprar os remédios,que junto com as fraldas, somam em média R$300.</p>
<p>&#8220;O ajudo a se levantar, carrego ele no colo para tomar banho, dou banho, cuido. Agora mesmo que não posso trabalhar&#8221;, diz ela. &#8220;Minha mãe ajuda a gente com comida, fazendo compras e dando cestas&#8221;, explica. O pai, A.P, vai entrar na Justiça para tentar ganhar uma indenização para o filho. &#8220;O advogado só me pediu para esperar até o final do recesso do Judiciário, depois disso a procuração vai estar assinada&#8221;, avisa.</p>
<p>Além do plano de ganhar uma indenização do Estado, A. espera o trâmite de um recursos para que seu filho seja aposentado por invalidez no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Mesmo depois dos perritos do órgão terem considerado a situação do menino, não liberaram o benefício. Segundo a Assessoria de Comunicação do INSS, o primeiro pedido foi negado devido à compravação de renda familiar não preencher os requisitos. A família aguarda até o final do mês para saber da decisão.</p>
<p>Sobre a fatalidade, o garoto é categórico: &#8220;Quero justiça&#8221;. &#8220;Eu andava para cima e para baixo e, de um dia para o outro, ele me colocou em uma cadeira de rodas e nunca quis sdaber como eu estou&#8221;, critica. Segundo o delegado da 35ª Delegacia de Polícia, de Sobradinho II, o policial está passando por tratamento psiquiátrico devido ao caso. Procurado pela reportagem, o policial não atendeu ou retornou as ligações</p>
<p>O policial militar, que desde agosto do ano passado foi transferido para a 2ª Companhia do Batalhão de Polícia Militar de Sobradinho, cumpre serviços internos na polícia e está com o porte de arma suspenso. Apesar de a investigação concluir que ele não teve a intenção de ferir o garoto, se condenado, pode pegar de dois meses a um ano de detenção. Ele também responde a um inquérito policial militar.</p>
<p><em>Matéria publicada pelo Jornal de Brasília no Sábado, 8 de janeiro de 2011</em></p>
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		<title>Pesquisadores de Brasília desenvolvem antibiótico com ouriço do mar</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Apr 2010 01:25:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joaopaulonevescabral</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por João Paulo Cabral Cientistas da Universidade Católica de Brasília (UCB) descobriram no ouriço-do-mar uma substância com a qual pretendem desenvolver um antibiótico para ajudar no combate as infecções hospitalares. Estudos que ainda estão em andamento mostram que uma proteína presente nos animais eliminou com maior eficiência as bactérias Escherichia coli, Salmonella, Proteus e Klebsiella, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=joaocabral.wordpress.com&amp;blog=5196137&amp;post=196&amp;subd=joaocabral&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_198" class="wp-caption aligncenter" style="width: 469px"><a href="http://joaocabral.files.wordpress.com/2010/04/209712.jpg"><img class="size-full wp-image-198" title="SAMSUNG DIGITAL CAMERA" src="http://joaocabral.files.wordpress.com/2010/04/209712.jpg?w=460" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Ouriço do Mar: o mais eficiente das 30 espécies de invertebrados avaliados vindas costa brasileira e do Caribe (Foto: Divulgação)</p></div>
<p>Por <strong>João Paulo Cabral</strong></p>
<p>Cientistas da Universidade Católica de Brasília (UCB) descobriram no ouriço-do-mar uma substância com a qual pretendem desenvolver um antibiótico para ajudar no combate as infecções hospitalares. Estudos que ainda estão em andamento mostram que uma proteína presente nos animais eliminou com maior eficiência as bactérias Escherichia coli, Salmonella, Proteus e Klebsiella, que causam infecções intestinais, renais e pulmonares.</p>
<p>Há 15 anos trabalhando com antibióticos, o pesquisador Octávio Franco do Centro de Ciências Genômicas e Biotecnologia da UCB, coordena dois projetos que buscam o controle dessas doenças por meio de compostos extraídos de animais marinhos. No início dos estudos foram analisadas cerca de 30 espécies de invertebrados, mas foi o ouriço-do-mar que se mostrou mais eficiente.</p>
<p>“Foi um sucesso porque descobrimos uma coisa nova num organismo tipicamente nacional e que funciona muito bem; além de ser totalmente natural”, comemora o pesquisador.</p>
<p>O Centro trabalha com uma série de antibióticos e detém cinco patentes. Seu foco é encontrar princípios ativos alternativos aos convencionais, em geral fungos e bactérias. A pesquisa recebe investimento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), da Fundação de Apoio a Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF) e do Fundo de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), além da própria universidade.</p>
<p>Franco, que também é professor, explica que com o passar do tempo, as bactérias causadoras de infecção hospitalar se tornam resistentes aos medicamentos convencionais, e “desta forma é preciso buscar outras fontes de fármacos”, diz.</p>
<p>Segundo ele, o que despertou o interesse do grupo por animais marinhos foi a capacidade deles de se adaptarem muito bem a ambientes extremamente agressivos e competitivos, cheios de microorganismos. “Então, basicamente os escolhemos pela alta capacidade de resistência a agressividade ambiental que enfrentam. Acabamos usando deles o que a natureza levou milhões de anos para desenvolver”, diz Franco.</p>
<div id="attachment_197" class="wp-caption aligncenter" style="width: 192px"><a href="http://joaocabral.files.wordpress.com/2010/04/209713.jpg"><img class="size-full wp-image-197" title="209713" src="http://joaocabral.files.wordpress.com/2010/04/209713.jpg?w=460" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Octévio Franco: coordena dois grupos de pesquisa empenhandos na busca de fontes alternativas (Foto: Divulgação)</p></div>
<p>Os cientistas da UCB, que trabalham em rede com grupos da Bahia, Inglaterra, Estados Unidos, Austrália e Cuba, receberam exemplares de diversas espécies da costa brasileira e do caribe para as pesquisa.</p>
<p>Essa articulação foi necessária, diz Franco, porque Brasília está muito longe da faixa litorânea. O trabalho cooperativo permite se economizar com o deslocamento de uma grande equipe e na infraestrutura para a coleta marinha.</p>
<p>O pesquisador conta que o antibiótico se mostrou eficaz em laboratório e que aguarda o desenrolar do processo de patenteamento. Franco diz, que, além da falta de experiência com a burocracia nos trâmites para essa finalidade a equipe ainda tem que enfrentar outras questões para prosseguir com os testes clínicos. “Encontramos muita dificuldades hoje no País para fazer com que um fármaco aconteça. É muita burocracia a ser enfrentada e isso atrapalha muito”, desabafa. Em sua opinião, “é muito mais fácil se descobrir um antibiótico do que colocá-lo no mercado”, critica o cientista. Franco diz que “é extremamente frustrante saber que temos uma série de compostos estudados e que grande parte deles, não se transformará em benefício real à população”, lamenta.</p>
<p>Ainda de acordo com o professor, atrair o interesse de empresas multinacionais produtoras de fármacos é “realmente problemático”, pois elas geralmente trabalham com a perspectiva de alto lucro ”e não se interessam em investir em medicamentos que trarão retorno apenas razoável, como antibióticos”.</p>
<p>De qualquer maneira ele diz que não se pode parar com as pesquisas. Para ele, um dos meios de se vencer parte desse entrave “é o governo, além dos estudos, investir também nas empresas, principalmente as de pequeno porte que atuam no ramo da produção de medicamentos”.</p>
<p><strong>Consumo </strong></p>
<p>Estudo divulgado no mês passado pela Revista Panamericana de Saúde Pública aponta que entre 1997 e 2007 aumentou em 10% o consumo médio de antibióticos nos oito países de maior mercado farmacêutico da América Latina. Os autores do levantamento analisaram indicadores de venda de antibióticos com e sem prescrição médica em farmácias, clínicas privadas e hospitais da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru, Uruguai e Venezuela.</p>
<p>Como parâmetro ele usaram a Dose Diária Definida (DDD) por mil habitantes. Isso significa que 10 pessoas em cada grupo de mil consomem uma dose diária de antibiótico. Indica o levantamento que enquanto em 1997 o consumo promédio foi de 10,92 DDD, em 2007 se elevou para 11,99 DDD, o equivalente a um aumento de 9,8%.</p>
<p>Em 1997, o consumo mais alto de antibiótico foi registrado no México (15,69 DDD), seguido da Argentina (14,37), Chile (14,07), Colômbia (12,17) e Venezuela (11,18). O menor uso foi registrado no Peru (7,91), Brasil (6,51) e Uruguai (5,43).</p>
<p>Dez anos depois a lista é encabeçada pela Argentina (16,64), seguida da Venezuela (15,99), Peru (13,50), México (13,26) e Chile (12,53). O consumo mais baixo foi registrado no Brasil (7,01), Colômbia (8,07) e Uruguai (8,9).</p>
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